04/10/2016

Nostalgicamente: as heranças dos anos 90 e 2000




Quem me acompanha em alguma rede social já deve ter percebido que eu estou numa onda de amores intensos pelos anos 90 e 2000. Não sou só eu. Faz algum tempo que começaram a surgir tendências bem nostálgicas, como o retorno dos chokers, as plataformas, o decote ciganinha (quem lembra da Babalu? Ícone de infância), enfim, já estava mesmo demorando pro mundo da moda descobrir que os anos 90/00 SÃO MESMO as melhores décadas - e é óbvio que eu estou sendo bem suspeita porque nasci nos anos 90 e fui adolescente nos anos 2000.

E é aí mesmo que mora o amor. Como é bom retomar peças que foram parte de momentos cruciais da minha infância e adolescência. A nostalgia andou tão grande que até playlist eu fiz com os maravilhosos hits que eu cantava loucamente nas matinês da vida. Daí que, pra fechar com chave de ouro a minha paixonite desenfreada, resolvi fazer uma seleção de peças-lindeza que me remetem a essa época - e que podem ser perfeitamente incorporadas ao guarda-roupa de 2016.


1) Chokers



Não existe a menor possibilidade de falar dos anos 90/00 sem falar de gargantilhas pretas coladinhas aos nossos pescoços. A começar por aquela tribal mais basiquinha de todas que a gente comprava por, sei lá, 1 real? E não tirava do pescoço nunca mais. Agora, tem muitos outros modelos, mas o amor continua igualzinho.


2) Plataformas e melissas



Devo confessar que eu passei a minha adolescência sendo A LOUCA DAS MELISSAS. Porque eu tinha várias, eu colecionava, eu adorava, e só fui tirar as melissas quando calcei o meu primeiro all star, que virou meu novo melhor amigo pra sempre. Hoje já não sei se usaria com tanta facilidade, mas essas em formato plataforma que remetem ao modelo mais tradicional estão na minha listinha de comprar-um-dia-quem-sabe.


3) Calça folgada e de cintura alta



Esse é mais anos 90 do que anos 2000 (época em que a era Britney-e-Aguilera fez com que todas as calças ficassem com o cós baixíssimo). Mas meu coração bate mesmo é pelas de cintura alta, meio desbotadas, com uma vibe mommy jeans e aquele ar levemente antiquado, levemente desleixado, que pode casar perfeitamente bem com produções caprichadas.


4) Mochila jeans




Vocês não têm nem ideia do QUANTO eu amava a minha mochila jeans toda ferrada com letras do Nirvana e do Red Hot Chilli Peppers escritas com canetinha hidrocor. Infelizmente, não sei que rumo ela tomou no universo, mas até hoje procuro outra pra comprar e encher de patches e bottons outra vez.


5) Patches e bottons



Falando neles, tem coisa mais anos 90/00 que patches e bottons? Melhor ainda se vierem com elementos tipicamente nostálgicos, como um Mickey Mouse, uma Coca cola ou - claro, não podia faltar - um tênis all star. Mas também tem botton de banda, de filmes e mais uma infinidade pra colocar na bolsa, na calça, na jaqueta jeans e onde mais você tiver imaginação.


6) Amarrações




Ando vendo tanta amarração em tudo que é lugar e só consigo pensar: ANOS 2000. Usei muitas calças de cintura baixa com amarraçõezinhas no melhor estilo quero-ser-Britney-Spears. Tudo muito feio, mas as amarrações propriamente ditas podem ser incorporadas de formas bem interessantes, ainda hoje, e têm um quê de sexy-sutil que me agrada muito.


7) Cabelos coloridos



Na minha época, pintar o cabelo de uma cor incomum era uma odisseia. As tintas não eram tão fáceis de achar, eram caras, e, talvez por isso, o cabelo colorido tenha me marcado tanto durante essa época. Não por ser frequente, pelo contrário: por ser um quase ato de rebeldia que distinguia a gente das pessoas comuns pelas quais a gente nutria um imenso desprezo. Hoje, não. Ficou fácil, celebridades passam do azul pro rosa e ninguém estranha tanto. Ainda assim, meu amor pelos cabelos coloridos segue firme e forte, e me faz até feliz ver tanta gente aderindo às deliciosas cores fantasia.


8) Coturnos e vestidos floridos



Nenhum dos dois chegou a ser esquecido nos últimos anos, mas agora andam com uma força a mais. Separados ou juntos, parece que estamos voltando a descobrir que um coturno pode ser usado com absolutamente qualquer roupa - e pode fazer de uma roupa mais ou menos algo bem interessante. Coturno + vestido florido, então, é o combo perfeito pra evocar aquele polêmico gótico suave (acrescenta aí um cabelo em tons pasteis e você tem nas suas mãos uma foto vinda diretamente do Tumblr).


9) Decote ciganinha



Como falar em decote ciganinha sem lembrar da rainha Babalu, vivida pela Letícia Spiller na novela Quatro por quatro? Na época, o decote explodiu intensamente em todas as lojas, e lá fui eu, apaixonadamente, comprar um (ou vários) pra mim. Se, hoje em dia, não sou uma grande fã é pela simples incapacidade de usar um sutiã tomara que caia (a saga dos peitos grandes é uma triste saga), mas gosto bastante dos que não são ombro a ombro.


10) Casaco amarrado na cintura




Clássica marca da minha adolescência, o casaco na cintura voltou lindamente, ressurgindo até em produções menos informais. Não, já não é só coisa de adolescente, mas pode também aparecer por cima de um vestido, uma saia lápis, ser usado com salto, ou seja, naquele maravilhoso hi-lo que mistura peças mais clássicas e arrumadas com peças do cotidiano. Mas o bom mesmo do casaco na cintura (além da praticidade de não ter que carregar o casaco na mão?) é que ele fica bom com praticamente tudo, do salto ao tênis, da saia à calça jeans.


11) Sobreposições



Sou suspeita pra falar dessa tendência que sempre foi uma das minhas queridinhas. Quando é inverno, então, eu sou a primeira a apelar pras combinações entre duas blusinhas diferentes. Num verão carioca, fica um pouco difícil, mas, em eventuais outonos e primaveras, até que dá pra fazer umas combinações como a da foto e ressignificar um vestidinho guardado no fundo do armário.


12) Jeans, muito jeans



Jaqueta jeans, colete jeans, calça jeans, saia curta jeans, saia longa jeans, macacão jeans, tênis jeans, minha adolescência nos anos 2000 foi uma verdadeira OVERDOSE jeans. Aquilo saturou tanto que eu passei um bom tempo sem conseguir ver nenhum jeans na minha frente. Agora, já pude voltar a amar. Minhas duas peças preferidas do meu guarda-roupa são exatamente um blusão jeans desbotado que herdei do meu pai e um colete jeans que cortei a partir de uma jaqueta também do meu pai (e que agora estou enchendo de patches). A gente cansa, a gente enjoa, a gente implica, mas verdade seja dita: não tem nada que substitua esse tecido maravilhoso.


13) Brilho, muito brilho



Uma das minhas melhores lembranças da adolescência é me encher de GLITTER pra ir pra matinê. E o glitter não era nem (só) na maquiagem, mas no corpo também. Glitter em gel, glitter em pó, glitter em forma de estrelinhas, a gente respirava glitter. Até hoje eu tenho esse amorzinho nostálgico por coisas que brilham, amorzinho que bloqueei por achar muito chamativo, apelativo, adolescente. É claro que os brilhos e metálicos voltam de vez em quando (quem não lembra da febre de bolsões prateados uns anos atrás?) e depois somem de novo, porque cansam rápido. Mas confesso que tô gostando bastante de ver o atual aparecimento de tantos holográficos, metalizados, prateados, etc.



Enfim, a minha natureza nostálgica nunca resistiu a essas referências que trazem pra nossa realidade atual um tanto da realidade de outras épocas. Sendo essas outras épocas exatamente as décadas da minha infância e da minha adolescência, aí mesmo é que não dá pra resistir. Então, gargantilha preta no pescoço, entre holográficos e jeans cobertos de patches, abre aí essa playlist e vem ouvir um Green day comigo, agora que setembro acabou e a gente já pode acordar de novo.








[Nenhuma das fotos desse post me pertence, todas foram tiradas do Pinterest.]



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